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BU vs BB Pós-Flop no Spin & Go
Quando o nosso mini-raise do BU é pago pelo BB e vamos de heads-up no flop, o pote é 90 com um stack efetivo de 460. Isso permite tamanhos de apostas acabam em all-in após três rodadas de apostas e assim o slowplay  é uma opção mais arriscada, pois não podemos permitir que o pote fique estagnado, a menos que tenhamos certeza de que dar check com nossas mãos fortes será melhor do que apostar devido a uma leitura.

Textura do Flop e Estratégia

Como o agressor pré-flop no BU, nosso range é amplo, mas também é ilimitado e não contém lixo terrível como 84s. O range do BB, no entanto, é limitado, muito amplo e carregado de lixo, como vimos na Parte 2. Isso significa que teremos uma grande vantagem em dois dos três tipos de flops. Todos os flops caem em uma das três categorias:
  • Bordos Tipo 1 preservam nossa vantagem de range o tornam-o ainda mais forte. Estes flops são inócuos, altos ou ambos. Exemplos incluem , , e .
  • Bordos Tipo 2 permitem que o range do Vilão aceerte de alguma forma proporcionando mãos que podem derrotar nosso par alto ou pelo menos ganhar uma equidade considerável contra ele. Exemplos incluem , , .
  • Bordos Tipo 3 permitem que o range do Vilão acertar muita coisa forte. Esses flops são tipicamente conectados onde uma variedade de mãos que quebram um par ficam disponíveis para o Vilão. Exemplos incluem: , , .
Nosso trabalho é primeiro identificar o tipo de flop e então implementar a estratégia apropriada de c-bet, assumindo que o BB de check.

• Nos Bordos Tipo 1: vamos apostar todo o nosso range por 25 em 80. A aposta pequena é uma ótima forma de manter todo o nosso range junto e manter nossa vantagem de equidade. O vilão terá que pagar com algumas mãos muito fracas, nos permitindo fazer pequenas apostas por valor e terá que largar as piores partes do seu range nos permitindo negar a equidade barata com mãos com valor de showdown marginais. As mãos maiores e os blefes podem compensar esse crescimento lento do pote apostando mais no turn. Como o Spin & Gos são jogos muito rasos, até mesmo uma aposta de 25 começará a comprometer as stacks para o river.

• Nos Bordos do Tipo 2: Queremos desenvolver um pequeno range de check, ainda preferindo apostar na maioria das vezes. O motivo para dar check com algumas mãos é que a nossa vantagem de equidade não é tão poderosa como nos flops do tipo 1. O range do vilão passou à frente das nossas mãos imbatíveis pré-flop uma quantidade de vezes significativamente maior agora. Como resultado, vamos dar check no nosso lixo como forma de abandono e também dar check com algumas de nossas mãos medíocres para fins de controle de pote e captura de blefe. Em um flop , por exemplo, o vilão vai muito bem sempre que tiver uma Dama e isso nivela o jogo para o seu range. Devemos dar check com mãos como por controle de pote e como abandono. Nosso tamanho de aposta pode ser um pouco maior aqui, devido ao fato de que estamos apostando mãos com menos valor e mãos menos promissoras. 35 em 80 deve funcionar bem.

• Nos Bordos Tipo 3: Vamos dar check behind com muito mais frequência. Em um flop como: há muitas mãos imbatíveis no range do vilão. Lembre-se que ele está dando flat call no nosso pequeno aumento do BU com perto de 100% das mãos iniciais do mesmo naipe. Como resultado, agora seremos bastante seletivos sobre o que apostamos, optando por disparar uma c-bet maior com mãos de valor forte e semi-blefes bem escolhidos, optando por dar check com uma grande variedade de mãos mais marginais. Vamos querer apostar flushes, trincas e alguns bons top pair como bom kicker; mas dar check behind com a maioria dos pares mais baixos e claro, mãos sem perspectivas como . Esse tipo de mão pode blefar mais tarde na mão quando o range do vilão estiver mais limitado (desde que ele de check novamente no turn e/ou no river) e onde a nossa terrível equidade não seja mais um fator relevante para a seleção de blefes. Quando fazemos a c-bet no flop, o nosso tamanho aqui será de cerca de 50 em 80, já que o valor é mais urgente nesses bordos mais molhados.

Polarizando no Turn

Quando o BB paga a nossa c-bet no flop, seu range se fortalece, e isso remove uma grande parte da vantagem de range que manejamos nos flops mais favoráveis. O fato do range do BB encolher provoca uma equalização que nos força, ao menos em teoria, a apostar mais seletivamente no turn. Isso significa que muitos dos blefes que usamos no flop agora desistirão e muitas das apostas por algum valor/proteção de equidade que fizemos fizeram o seu trabalho apostando no flop e agora vão dar check behind para controlar o pote.

O resultado é que nosso range de apostas no turn será sempre polarizado. Um range de apostas polarizado é aquela que seleciona os melhores blefes e as mãos de valor mais fortes, dando check em qualquer coisa entre elas ou qualquer mão com valor de showdown que não tenha força para apostar várias vezes por valor. em um bordo com: , que é do Tipo 1, apostamos com todas as mãos do nosso range no flop. No turn, começamos a colocar mãos como 99, AQ, e K4s no nosso range de check. Apostamos com mãos como QJ, 22 e 75s por valor, balanceando essas mãos blefando algo como A3, 98 etc.

Conclusão

O principal ponto de ensinamento aqui é que o flop é onde podemos ter um amplo range de c-bet nas texturas mais favoráveis, mas quando esta aposta é paga, devemos respeitar o estreitamento do range do nosso oponente e apostar de forma mais seletiva no turn. No próximo artigo vamos discutir os blefes nos Spin e Gos: contra quem fazer e como selecionar as mãos mais lucrativas para blefar.
 
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