Como prometido, vim lançar a segunda parte, dessa vez não deu pra resumir muito, porque algumas coisas ficariam obscuras demais. É um pouco cansativo traduzir tanta coisa, mas ao fazer isso eu pude estudar com profundidade essa parte do livro, acho que vale ressaltar que eu não estou colocando nenhuma crítica, mas escrevi de forma livre, e fiz poucas considerações mais pessoais entre parênteses. Espero que gostem, tenho certeza que pode haver muita discussão sobre esses conceitos, o poker evoluiu muito, mas o que é clássico nunca perde seu valor. Tudo que Skalansky, Malmuth e cia ltda escrevem sempre vale a pena conferir, mas você vai ter que separar e pesar tudo que serve pra sua realidade. Bons estudos. ^^

21. Algumas vezes você deve tentar um “deep check-raise” quando acertar o nuts, ou algo próximo disso. Similar ao limp behind com o par de Ases, se, por exemplo, você acerta o set num pot multiway a possibilidade de você ver uma aposta no flop depois de você, a julgar pelo board, pode ser bem alta. Quando isso acontece aplicar um check-raise será a opção que extrai mais.

22. Ace-King, popularmente conhecido como “AK”, “é uma poderosa arma” (trocadilhos a parte hehehe) para se fazer um “move-in”, e frequentemente fazê-lo pré-flop será a melhor forma de jogar. (Senta que lá vem textão) Ás e Reis, é uma mão que tem peculiaridades que a tornam excelente para shovar pré-flop. É favorita contra qualquer combinação que não seja um par. Está apenas um pouco atrás de qualquer par menor que QQ, está apenas relativamente atrás contra KK, e só realmente mal contra o AA. Além disso AK é uma mão que não joga bem o pós-flop fora de posição, especialmente contra vilões deep stack, ou em pot multiway, uma vez que estaremos rendidos quando erramos o flop. E ainda, mesmo quando acertamos um par com essa mão e desejamos extrair poderemos encontrar uma decisão difícil, ao enfrentar um vilão que esteja num draw forte, ou que já tenha acertado um monstro. Como se vê, AK não enfrenta grandes problemas pré-flop, mas pode perder muito valor no pós-flop, logo considerar sempre o re-raise pré-flop com essa mão quase sempre será a melhor opção.

Merece destaque uma última consideração. Algumas vezes o nosso oponente sabe que faremos um “move-in” com nosso AK (atualmente ATo+ e AXs é um range “comum” de se ver), e nesse caso o vilão vai dar call com pocket pairs porque ele sabe que está ligeiramente a frente, e algumas vezes ele terá stack pra isso, tal como o tempolivre as vezes fala, “tem gordura pra queimar”. Então devemos balancear o nosso “move-in” utilizando big pairs pra fazer o mesmo (atualmente se usa pocket pairs também). É difícil estabelecer a frequência necessária com que teremos de balancear, e as vezes fazer o movimento com um par de Ases será um desperdício, sacrificando mais valor do que você converte de volta com seu AK, mas com par de Reis não chega a ser tão ruim, uma vez que vamos por vezes evitar o cenário onde um Ás no flop corta a nossa ação e/ou nos leva a perder um bom pote.

23. É ok fazer um limp com plano de foldar pra um raise, e algumas vezes é ok fazer um limp quando você pensa que provavelmente vai levar um raise. O plano é foldar pra um raise decente, mas ainda da pra fazer call num mini raise. Tipicamente você deve fazer isso com  uma mão fraca, mas que tem o potencial de ganhar um grande pote, tal como um T9o, 87o e por aí vai. A idéia é que você faça isso para liderar sobre um vilão fraco, que ao deixar de fazer um re-raise pré-flop, também não vai apostar o suficiente para extrair/cobrar dos nossos draws no flop, gerando implied odds para nós. Ressaltasse ainda que o limp se enquadra em qualquer estratégia dada a diversidade com que se pode usá-lo, de modo que ainda que nós façamos limp-fold algumas vezes para um vilão agressivo, podemos experimentar fazer o limp com uma mão premium e pegá-lo de surpresa.

24. Se você tem uma mão que você costuma fazer limp numa mesa passiva, passe abrir mini raise com ela numa mesa agressiva em vez de fazer o limp. Numa mesa agressiva, se você deseja ver um flop barato, contra intuitivamente, você deve decidir por fazer um mini-raise. Isso vai encorajar o vilão a dar mais calls do que re-raise. O tipo de mão que gostaremos de fazer isso são KJs e A9s por exemplo. A desvantagem é que você perde mais quando é forçado a foldar por um re-raise, mas esse é o risco calculado, já que o vilão não terá uma mão forte na maioria das vezes para fazer o re-raise. Se você balancear corretamente utilizando mãos fortes e mãos premium para fazer o mesmo, os adversários não vão disparar o re-raise com frequência tornando o move lucrativo.

25. O BTN é a posição do “café com leite” (lá fora a expressão é “bread and butter”) o “pão com manteiga” deles é o nosso “café com leite”. Explicações a parte, quer dizer que em muitos jogos você pode jogar uma extrema variedade de mãos dessa posição, mesmo frente a uma aposta. Quanto mais deep stack estamos, menos importante é a força da nossa mão pré-flop, e mais importante se torna a posição. E porque podemos jogar virtualmente qualquer mão do BTN? Implied odds. Você estará pagando 2~3bb’s podendo desligar ou inflar um pote e jogar pela stack nas streets seguintes. Qualquer mão pode flopar um set, mas tenha em mente que jogar com lixo, tal como 72 ou T5 frequentemente será um erro.

26. Quando existe o ante, o size do seu OR deve ser maior do que o pote inicial, mas não muito maior do que ele. Digamos que seja o blind $100/$200 (8p) sem ante, e você abre raise pra $600, nós temos um 2/1. Estamos oferecendo 3/2 para o BTN e 9/4 para o BB. Mas se estivermos no blind $100/$200 com ante $25, no pote agora haverá $500, logo para que tenhamos 2/1 teríamos que apostar $1000, então ofereceremos o mesmo 3/2 para o BTN mas agora o call do Big Blind é bem pior, tendo apenas 13/8. Neste cenário, quando apostamos 600 num pote de 300 (sem ante), o vilão de quem mais esperamos um call é aquele que está no big blind, mas se apostarmos 1000 no pote de 500 (com ante) fizemos uma overbet, porque ela não vai compensar o risco razoável. Nesse exemplo, se apostássemos $800 ofereceremos 13/6 ao BB, o que é perto do 9/4 do primeiro cenário, e em termos de size bet, esta seria o mais próximo do “valor ideal” para apostar aqui. Levando em conta essa maneira de apostar, você terá mais oportunidades de semiblefar em streets seguintes.

27. Quando você semiblefa depois do flop, você deve fazer isso com uma “boa mão” que de outra forma você faria fold. Contudo quando você estiver nos blinds, num pot que não foi apostado, você pode fazer isso com suas mãos fracas. Digamos que na sua estratégia pré-flop do BTN você faz re-raise com AK ou melhor, faz call com inúmeras mãos que tem potencial, incluindo um 33 ou 98s, e folda o resto. Ocasionalmente você também faz um re-raise bluff. Nessa ocasião, você deve usar as mãos razoáveis que você faria fold. Por exemplo, se você da call do BTN com KTs, mas faria fold com K7s, considere usar esse último tipo de mão no seu blefe ou semiblefe. Geralmente se encontrarmos uma 4bet/shove devemos foldar, mas se levarmos apenas call ainda tem algum potencial no pós-flop para essa mão, com um pouco de sorte ainda pode se tornar um spot muito lucrativo. Se você aplica um re-raise bluff e eventualmente é obrigado a foldar, você ainda está balanceando o seu jogo criando mais valor para quando encontrar a mesma situação com uma mão premium.

28. Com suas boas mãos, aumente apenas o suficiente para construir um pote. Não aumente demasiado, de forma denunciar que você tem uma boa mão. Por exemplo, se os blinds são $5/$10 você pode aumentar para $30. Mas se você aumenta para $120, estará claramente denunciando a força da sua mão e só pode esperar ser pago quando encontrar pela frente uma outra boa mão. Via de regra, não devemos denunciar a força da nossa mão através do size bet utilizado.

29. Esta ok fazer apostas pequenas para comprar um pote ou para acertar alguma coisa nas streets seguintes. Algumas vezes mesmo uma aposta pequena é capaz de levar o pote, quando não, poderemos reavaliar. Muitos jogadores vão reagir da mesma maneira em que eles reagem quando eles nos vêem fazendo um limp, tenha isso em mente.

30. Implied odd’s são criticamente importantes como uma ferramenta nas nossas tomadas de decisão, mas sempre esteja ciente de que diferentes oponentes oferecem diferentes odds. Jogadores excessivamente agressivos (especialmente no turn/river), ou excessivamente soltos nos oferecem mais implied odds do que os jogadores “típicos”. O jogador Weak Tight e os jogadores Regulares tendem a lhe oferecer uma cota substancialmente menor de implied odds, paradoxalmente, é contra eles que os seus blefes serão mais efetivos.

31. Nossas implied odd’s são melhores com qualquer draw, quanto menos óbvio ele for. Por exemplo suas implied odd’s são menos óbvias quando você segura Ad7d num board Ks7h4d2d, do que seriam quando você tem Ad7c num board Kd7d4d2c, desde que haja uma aposta no flop. Observa-se que o backdoor flush draw é menos óbvio no primeiro caso, e o vilão não estará tão preocupado com ele quanto ele estará no segundo exemplo, onde já há três cartas do mesmo naipe na mesa. O mesmo raciocínio se aplica a um gutshot, uma vez que será muito difícil para o vilão acreditar que você acertou a broca, principalmente em um board baixo de “cartas vivas”, tal como quando você segura um 7c4c e no board aparece Kc8c5dQh6s.

32. Pode ser correto foldar no river uma mão que tenha mais de 50% de chance de ser a melhor mão. Quando estamos fora de posição, e principalmente contra um jogador regular que está deepstack, a desvantagem da posição é tão grande que talvez tenhamos que foldar uma mão que venceria metade do tempo. Isso pode acontecer principalmente se o vilão já tem informações sobre nós e nesse momento temos uma mão vulnerável. Por exemplo um KcJc num board Jd8s6s. Nós apostamos no flop e esse jogador regular agressivo aumenta. Nossas opções aqui são dar call ou re-raise e nenhuma delas é uma boa opção. Se você da call o vilão vai nos fazer foldar turn/river. (Não podemos errar supervalorizando um top pair contra esse vilão) De outro lado se fizermos um re-raise paramos todos os blefes, mas estaremos capitalizando potes pequenos, deixando de extrair de draws fracos, e quando estivermos errados estaremos perdendo um grande pote. Há de se verificar ainda que certas mãos ainda tem uma equidade bem razoável para seguir liderando contra nós a partir do turn se optarmos pelo call no flop, portanto há muito a se considerar.

33. Esteja disposto a arriscar dar uma freecard para controlar o pote e/ou induzir blefes dos seus adversários. Em regra se você da check e vê um check behind em um jogo “limit holdem”, você já sabe que deu uma free card e se odeia por ter feito isso, mas em “no limit holdem” você tem que estar preparado para fazer isso, principalmente contra jogadores regulares deepstack. Se você está OOP você vai dar muito check no turn, e se você estiver IP vai acabar dando muito check no flop e no turn. Por três razões principais. 1. Controle de pote. Se você tem apenas um par, e a sua mão não melhora até o river, há uma boa chance de você perder algumas vezes. 2. Porque assim você pode obter uma freecard e tentar melhorar a sua mão até o river. 3. Para induzir blefes. Afinal, a estrutura do jogo nos faz mostrar fraqueza quando estamos fracos. Se você atira o 3barril por blefe frequentemente, então você blefará toda a sua stack eventualmente. Bons jogadores sabem que para vencer mais frequentemente eles tem que fazer check em algum ponto, geralmente cedo com suas mãos fracas, com as mãos de potencial, e com suas mãos fortes planejando um check-call mesmo para as duas últimas.


34. Se você achar que é close semi-blefar ou dar check, opte pelo check quando no board high cards puderem ajudá-lo a completar o seu draw. Quanto mais implied odds nosso draw tem, menos atrativo será semi-blefar. Em suma, se nós podemos completar nosso draw com uma overcard, nossas implied odds são melhores, pois o vilão pode melhorar a sua mão fazendo um par ou dois pares ao mesmo tempo em que nós conseguimos o nosso draw, nesse ponto nós conseguiremos extrair muito mais do vilão.

35. Inusitadamente, pequenas apostas tendem a ser feitas com grandes mãos (preparando um pote) ou com um blefe (para levar um pote de forma barata). Com um par o vilão vai usualmente dar check ou fazer uma aposta grande. Como qualquer princípio de leitura de mão, este depende do vilão. Você vai encontrar jogadores que farão pequenas apostas com um par, mas falando de forma geral, apostas pequenas geralmente são mãos fortes ou blefes. (Inusitado nesse conceito significa que, “certa aposta” será considerada “inusitada” para “certo jogador”, e assim tende a ser uma grande mão ou um blefe, obviamente se um jogador só faz apostas pequenas, não podemos ver uma tendência nele).

36. Esteja mais apto a fazer um slowplay das mãos que não estejam tão próximas do nuts, do que com o nuts em si. Quando você faz slowplay, você da check ou call em vez de bet ou raise, porque você deseja dar uma oportunidade do vilão fazer uma boa mão que seja apenas a segunda melhor. Fazer slowplay requer uma mão forte, mas você deve estar mais inclinado a acelerar com o nuts absoluto. Por exemplo, no flop Jh6c6d, faz mais sentido slowplayar um Kh6h, do que um JcJs. Por três razões: 1. Você induz o vilão a tentar um blefe numa rodada de apostas futura. 2. Permite que o vilão faça um par na próxima street e passe a dar ação, num cenário onde antes ele foldaria. 3. Limita as suas perdas caso encontremos pela frente um As e Seis, ou um full house. Pois se fazemos slowplay em algum momento, podemos poupar uma parte de nossa stack optando por dar apenas call numa aposta no river. Quando somos nós com o full house no exemplo do JJ, o item 3 funciona contra nós, pois podemos ver o vilão slowplayando um 6 e deixamos de jogar pela sua stack jogando devagar, nesse caso devemos construir o pote apostando.

37. As apostas no turn devem em média constituir uma menor porcentagem do tamanho do pote do que as apostas no flop. Suponha que você pegou a média de todas as apostas que você já fez no flop e encontrou um número arbitrário, tal como 75% do pote para as apostas no flop. Por sua a vez suas apostas no turn devem ser significativamente inferiores a 75% do pote. Como no flop ainda há duas cartas por vir, as implied odd’s para o call são maiores, logo você deve apostar mais para cobrar dos draws, no turn temos apenas uma carta por vir, as implied odd’s são menores, logo o size ideal do segundo barril é menor do que o necessário no flop para cobrar o suficiente dos draws e torná-los não lucrativos de se pagar. (Lembre-se que este princípio não é valido se o vilão acredita que sua mão não precisa melhorar, ou se você sabe que ele vai perseguir o draw, nesse caso você pode apostar muito mais e esperar que ele faça um call marginal).

38. Esteja mais apto a semiblefar quando seu draw não é para o nuts, do que quando ele é. Quando você aposta com um semiblefe, você deve comparar a expectativa de apostar com a expectativa de dar check. Digamos que você acredite que a sua expectativa com um semiblefe é +EV, isso não deve necessariamente incliná-lo a apostar com seu semi-blefe, uma vez que dar check ainda pode ser melhor por alguns motivos. 1. Você pode acertar o seu draw e extrair mais de alguém que teria foldado para o seu blefe. Ex: Se você tem um 9s8s num board 7c6s2d, e o turn é um Th, você conseguiria extrair bastante de alguém com um Td6d, que teria feito fold para uma aposta no flop. 2. Dar check em posição pode nos dar uma freecard capaz de completar o nosso draw nas vezes em que o vilão já tem uma mão forte e teria aumentado contra a nossa aposta. Ex: 9s8s num board 7c6s2d ou num board TcTd7d. No primeiro nós temos 8 outs para o nuts, no segundo nosso draw não é para o nuts, podemos algumas vezes já estar batidos por um full house. Contudo no primeiro exemplo a chance de conseguimos jogar pela stack do vilão é menor, do que no board dobrado. Com implied odd’s limitadas, o semi-blefe torna-se mais atraente no board emparelhado do que no board que desenha para o nuts. Nós esperamos levar o pote nessa street, bem como esperamos não estar draw in dead, o exemplo do T6s no segundo board é um exemplo onde não estamos draw in dead e ainda poderemos stackear o vilão muitas vezes. (Tenha em mente que esse conceito é válido quando em um jogo deepstack, quando as stacks são menores o conceito se inverte, sendo melhor semiblefar com um draw para o nuts e dar check na segunda opção).

39. Você tem que adaptar o seu jogo a diferentes tamanhos de apostas. Se você sempre paga uma aposta de duas vezes o tamanho do pote, e sempre paga uma aposta seguinte de meio pote, você estará em problemas. Alguns jogadores tendem a prestar pouca atenção ao size das apostas de seus adversários. Ex: no blind $5/$10 ele da call numa aposta de $40 pré-flop, e vai dar o mesmo call, com o mesmo número de mãos, numa aposta de $60. Contudo diferentes tamanhos de aposta oferecem um potencial significativamente diferente em termos de implied odd’s. Em certos casos quando você não presta atenção, um spot comum onde meio pote nos da a equidade de 3/1, passa a dar 5/3, nos levando a cometer um bocado de erros. Não pense de forma binária, em termos de apostar ou não apostar. Cada aposta de tamanho diferente oferece odds diferentes. Sempre pense sobre as odds que você tem.

40. Certos flops requerem certos sizes de aposta. Não importa que mão você segura, sua aposta no flop, em média, deve ser menor num flop AhKhKs do que num flop Jh9s7h. De uma perspectiva matemática, o valor “correto” do size das apostas em um jogo no limite holdem deriva primariamente das implied odds ofertadas. Você deve dimensionar suas apostas para que seus adversários não tenham odds para fazer um call lucrativo. Mas você não pode apostar demasiado para que não seja óbvio que o vilão não poderá fazer um call lucrativo. Essa consideração estabelece limites máximos e mínimos sobre o size das suas apostas. Quando o flop vem algo como no exemplo do AKK seu adversário quando atrás, terá poucas chances de acertar alguma coisa que nos faça extrair mais deles, de modo que, se eles tem potencial estarão drawing dead. Como as implied odd’s que o vilão necessita para dar call são muito pequenas, você pode usar um size menor. Independente do que você segura, porque quando você tem um full house você precisa começar a extrair. E se você tem um Reis você precisa extrair e proteger a sua mão. E quando você está atrás você ainda pode querer fazer a pequena aposta, pois você ainda pode levar o pote com pequenas apostas se você sabe que o vilão vai foldar já no flop ou para o segundo/terceiro barril. De outro lado apostar essa pequena quantia com seu blefe limita as suas perdas, no caso de você desistir da mão a partir do turn, ou desistir já no flop frente a um aumento. Já no exemplo do flop J97 temos muitos draws, de modo que devemos apostar um size maior para cobrar o suficiente desses draws. Novamente as razões para apostar são as mesmas das três situações já descritas (mas o size é diferente, é maior), pois você negará muitos call’s lucrativos dos vilões, ou extrairá e protegerá a sua mão, ou representará uma mão forte com seus blefes. Por fim, não seja rígido, não faça sempre um pote bet no flop, saiba ler o board, os vilões, seja flexível para poder adotar um size ideal e balanceado entre suas apostas de valor e seus blefes.

 

E é isso! Aguardo os comentários! Nos vemos por aí!

Aquele abraço.